terça-feira, 28 de abril de 2009


 “Quem acredita hoje que a guerra pode ser abolida? Ninguém, nem sequer os pacifistas”. Susan Sontag acredita que a guerra pode ser prevenida através de negociações, sem conflitos armados. No entanto é sempre muito difícil e por isso só se pode ter esperança de pôr fim à morte de inocentes e de julgar os responsáveis pelos crimes de guerra e atrocidades cometidas em tempo de guerra. E para fazer com que isso aconteça o melhor meio possível é através da fotografia, “(…)as fotografias  são um meio de tornar «real» (…) questões que os privilegiados e aqueles que estão simplesmente em segurança possivelmente prefeririam ignorar". A fotografia mostra como “(…) a guerra dilacera, rasga. A guerra despedaça, esventra. A guerra calcina. A guerra mutila. A guerra destrói”. 

Para uns, as fotografias de guerra, de choque, servem para alimentar a condenação da guerra e pode trazer até nós uma parte da realidade se como é a guerra, no entanto para outros, que aceitam o mundo de hoje como está, (uma boa parte em guerra) a fotografia não constitui nenhuma prova para renunciar à guerra.

Uma mesma fotografia de guerra ou do resultado da guerra ou violência pode ser usada para fins diferentes, consoante a “perspectivação” que se lhe faz. As fotografias de guerra ou violência “dão notícia” do resultado da mesma guerra ou violência, apelando ao choque, sensação, sentimento e contextualização (racionalização) por parte do espectador.


Excerto do resume do meu trabalho para a faculdade sobre o livro da Susan Sontag, "olhando o sofrimento dos outros".

1 comentário:

cunhada disse...

gostei do facelift ao blog e espero que o actualizes mais vezes para eu depois poder vir cá espreitar e mandar bitardes.

beijinhos!!!